EXETER CITY NA GUERRA

 

JOGADORES DO EXETER CITY PARTICIPARAM DA GUERRA.

Exeter City de 1914: sete dos jogadores que enfrentaram o Brasil foram à guerra

Mesmo em tempos de guerra, o futebol continuava a ser praticado — não só nos países com seus campeonatos locais, mas também no campo de batalha. Foram vários relatos, documentos, registros fotográficos e livros tratando do assunto, quando soldados aproveitavam os breves momentos de descanso e/ou cessar-fogo não oficiais para se divertirem. O 17º Regimento de Middlesex ficou conhecido como o "Batalhão do Futebol" ou "The Extremers" ("Os Extremados"), devido à maioria de seus componentes serem, à época, jogadores de futebol. Tal ideia partiu de William Joynson-Hicks, membro do Parlamento britânico. O objetivo principal era despertar o nacionalismo através do futebol. Dirigentes dos clubes e árbitros também se alistaram.




A I Guerra estava em seu começo no dia 21 de julho daquele ano, mas, devido às dificuldades de comunicação da época, os britânicos ainda não tinham conhecimento do conflito — só ficaram sabendo quando estavam retornando à Europa a bordo do navio Alcântara.

Relatos de alguns dos jogadores deram conta de que, com o navio portando uma bandeira inglesa em seu mastro, houve o temor de a embarcação ser atacada pelas forças inimigas. Porém, felizmente, a viagem foi realizada sem transtornos, e os únicos tiros ouvidos foram de navios franceses, como advertência para o confronto durante a passagem pelo Canal da Mancha.




Aidan Hamilton, autor do livro "Have you ever played Brazil? - The story of Exeter City's 1914 tour to South America" ("Você já jogou contra o Brasil? - A história da turnê de 1914 do Exeter City pela América do Sul", inédito no Brasil), relata que 7 dos 11 jogadores que entraram em campo no histórico jogo contra os brasileiros foram convocados para a guerra: o goleiro Reg Loram; o médio e capitão do time, Jimmy Rigby; os zagueiros Jack Fort e Sammy Strettle; e os atacantes Charlie Pratt, Billy Lovett, Fred Goodwin e Fred Whittaker — estes dois últimos integrando o "Batalhão do Futebol". Ainda segundo Hamilton, Goodwin sofreu sérios ferimentos nos confrontos e jamais voltou a atuar.

Afora estes citados, quatro atletas dos quadros do clube inglês que não estiveram presentes na excursão ao continente americano também se alistaram: William Kirby, Arthur Evans, Fred Hunt e Kadie White — todos mortos no conflito.
https://futebolhistoria.blogspot.com/2014/07/futebol-na-guerra.html

O Exeter visitou a Argentina e o Brasil e, no último jogo da turnê, foi o adversário da primeira partida da história do Brasil — uma grande conquista, considerando o lugar icônico que o pentacampeão mundial ocupa no futebol.

Os detalhes da viagem são magistralmente abordados no livro de Aidan Hamilton, "Have you ever played Brazil? The story of Exeter City’s 1914 tour to South America" ("Você já jogou contra o Brasil? A história da turnê do Exeter City pela América do Sul em 1914").

De fato, a guerra foi declarada enquanto o time voltava do Brasil e, de fato, o navio foi alvejado três vezes no caminho de volta — ironicamente, todas por fogo amigo. A névoa da guerra!

Uma pesquisa inicial revelou 11 ex-jogadores que morreram na Primeira Guerra Mundial, e um belo memorial de pedra foi erguido com seus nomes, patentes e regimentos.

Pesquisas subsequentes revelaram a morte de mais dois ex-jogadores, e placas comemorativas foram adicionadas em suas memórias. A cada centenário de falecimento, uma homenagem completa é produzida para o programa da partida, sites e redes sociais. Essas homenagens incluem detalhes sobre quaisquer memoriais de guerra ou túmulos locais conhecidos que contenham os nomes dos jogadores do Exeter City que faleceram em combate.

Uma das vítimas do City, Edwin Clark, é o único enterrado na região, e o capitão do time principal, Jordan Moore-Taylor, depositou uma coroa de flores em seu túmulo, no cemitério da igreja de Clyst St Mary, exatamente no centenário de sua morte, em 1917, em um acidente de navio em Grimsby.

Tivemos jogadores no Brasil que foram para a guerra. O atacante do Catete, René Raffin, que perdeu a vida em 1916, justamente quando seu time ganhou o Campeonato Carioca da Segunda Divisão, e um craque da época: o meia-atacante britânico Sidney Pullen, ídolo do Flamengo nas décadas de 1910 e 1920, deixou o clube temporariamente, em 1918, para servir ao exército britânico na Primeira Guerra Mundial.

JOGADORES MORTOS NA GUERRA: 












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